quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Principais gêneros musicais no Brasil

Axé: 

    Conhecido como um forte gênero musical que surgiu na Bahia na década de 1980, o axé está diretamente ligado ao carnaval de Salvador e a alegria dessa que é uma das mais populares manifestações festivas do Brasil. O termo “axé” também tem significado religioso, no candomblé e na umbanda ele designa energia positiva.

    Com o impulso da mídia, o axé music rapidamente se espalhou por todo o país (com a realização de carnavais fora de época, as chamadas micaretas), e fortaleceu-se como potencial mercadológico, produzindo sucessos durante todo o ano, tendo, como alguns dos maiores nomes, Luiz Caldas, Daniela Mercury, Márcia Freire, Ivete Sangalo, Alinne Rosa, Claudia Leitte, Margareth Menezes, Asa de Águia, Chiclete com Banana, entre outros.

    Os pioneiros do gênero foram os músicos da renomada banda Acordes Verdes, que acompanhava Luiz Caldas e eram músicos de estúdio da W.R, em Salvador. O principal arranjador do estúdio, na altura, era o compositor Alfredo Moura.

Asa de Aguia - Dança do Vampiro

Bossa Nova:

    O movimento surge entre músicos jovens da classe média carioca, que se reuniam com o intuito de experimentar e inovar nas composições.

    Em 1958, o lançamento do compacto de João Gilberto, um dos maiores representantes da bossa nova, consolida o estilo musical.

    Um dos criadores do movimento da Bossa Nova, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, conhecido por Tom Jobim, nasceu no Rio de Janeiro em 25 de janeiro de 1927. Faleceu em Nova Iorque, no dia 8 de dezembro de 1994.

    Dedicado à música, Tom Jobim foi compositor, pianista, maestro, cantor e violonista.

    Algumas de suas composições mais emblemáticas, são: Garota de Ipanema, Eu sei que vou te amar, Águas de março, Pela luz dos olhos teus, Samba do Avião, dentre outras.

Tom Jobim - A Garota de Ipanema


Funk:

    Foi na década de 80 que o país passou a ter maior contato com o funk mais parecido com o que ouvimos até hoje. Com o surgimento dos primeiros bailes, organizados por produtoras como a Furacão 2000, o gênero não demorou a se tornar popular. Esse reconhecimento se tornou ainda mais evidente ao passo que sua vertente carioca foi tomando formas particulares, com letras já em português e após influências de um novo ritmo estadunidense, o Miami Bass, com batidas mais agitadas. Nos anos 80, ele falava muito sobre a realidade das comunidades, o que mostrava uma relação bem forte com a periferia desde seu início.

    Com o passar do tempo, o funk se tornou, para muitos jovens, uma oportunidade de ascensão social e, dentro dessa nova perspectiva, muitos MCs passaram a cantar sobre seus estilos de vida e sua condição financeira pós-sucesso.

MC Fioti - Bum Bum Tam Tam(KondiZilla)

MPB(musica popular brasileira):

      A Música Popular Brasileira apareceu no cenário musical brasileiro logo após a explosão da Bossa Nova. Ela era vista pelos artistas como uma nova alternativa para a música brasileira, com um conceito de “música nacional”, mas seguindo alguns estilos tradicionais desse cenário.

    Apesar do nome amplo, a Música Popular Brasileira não diz respeito a qualquer estilo musical presente no Brasil. Ela se refere a um estilo musical, sendo, portanto, diferente do rock, do pop, do reggae, por exemplo.

Zé Ramalho - Sinônimos
RAP:

    O Rap chegou ao Brasil no final dos anos 1980, com grupos de periferia que se reuniam na Galeria 24 de maio e na estação São Bento do metrô de São Paulo onde "JR Blaw", padrinho do grupo "Rota de Colisão" que nasce em 1990, uns dos primeiros a defender o Hip Hop na Praça São Bento, lugar onde o movimento punk começava a surgir. Nesta época, as pessoas não aceitavam o rap, pois consideravam este estilo musical como sendo algo violento e tipicamente de periferia. 

    Artistas consolidados e respeitados como Racionais MC's, MV Bill, GOG seguem nesta época sua carreira artística. Por outra parte, o carioca Marcelo D2, com sua fusão samba-rap, conseguiu relevância internacional, atuando em vários países da Europa, nos Estados Unidos e sendo entrevistado pelo jornal espanhol El País.

Haikaiss - RAP LORD ft. Jonas Bento
Samba:

    O samba originou-se dos antigos batuques trazidos pelos africanos que vieram como escravos para o Brasil. Esses batuques estavam geralmente associados a elementos religiosos que instituíam entre os negros uma espécie de comunicação ritual através da música e da dança, da percussão e dos movimentos do corpo. Os ritmos do batuque aos poucos foram incorporando elementos de outros tipos de música, sobretudo no cenário do Rio de Janeiro do século XIX.

Identidade - Jorge Aragão
Sertanejo:

Primeira era  

      Foi em 1929 que surgiu a primeira música sertaneja como se conhece hoje. Ela nasceu a partir de gravações feitas pelo jornalista e escritor Cornélio Pires de "causos" e fragmentos de cantos tradicionais rurais do interior paulista, sul e triângulo mineiros, sudeste goiano e mato grossense.

Segunda era     

     Uma nova fase na história da música sertaneja teve início após a Segunda Guerra Mundial, com a incorporação de novos estilos como polca europeia, os instrumentos (como o acordeão e a harpa). A temática vai tornando-se gradualmente mais amorosa, conservando, todavia, um caráter autobiográfico.

Terceira era 

    A introdução da guitarra elétrica e o chamado "ritmo jovem", pela dupla Léo Canhoto e Robertinho, no final da década de 1960, marcam o início da fase moderna da música sertaneja, Leo Canhoto se inspirava em artistas internacionais como Elvis Presley, logo o gênero sofria influência da country music norte-americana. Com o visual dos cowboys de filmes de faroeste, o então cantor da Jovem Guarda, Sérgio Reis passou a gravar na década de 1970 repertório tradicional sertanejo, de forma a contribuir para a penetração mais ampla ao gênero.

Quarta e atual era  

    Atenta, a indústria fonográfica lançou na década de 2000 um movimento similar, chamado por alguns de sertanejo universitário, com nomes como Bruno & Marrone, Bruno & Barretto, César Menotti & Fabiano, Cristiano Araújo, Edson & Hudson, Eduardo Costa, Felipe Araújo, Fernando & Sorocaba, Fred & Gustavo, Guilherme & Santiago, Gusttavo Lima, Henrique & Diego, Henrique & Juliano, Israel Novaes, Jads & Jadson, João Bosco & Vinícius, João Neto & Frederico, Jorge & Mateus, Loubet, Luan Santana, Lucas Lucco, Maiara & Maraisa, Marcos & Belutti, Maria Cecília & Rodolfo, Marília Mendonça, Matheus e Kauan, Michel Teló, Munhoz & Mariano, Paula Fernandes, Naiara Azevedo, Simone & Simaria, Thaeme & Thiago, Thiago Brava, Victor & Leo, Zé Felipe, Zé Neto & Cristiano e outros. Como esse movimento não para e ganha cada vez mais adeptos, o mercado que antes tinha como foco de surgimento de duplas e artistas sertanejos no estado de Goiás, hoje tem eleito novos ídolos do estado de Mato Grosso do Sul como a revelação escolar Luan Santana e a dupla Maria Cecília & Rodolfo; e também no interior de São Paulo como Zé Neto & Cristiano nascidos em São José do Rio Preto. No estado de Minas Gerais surgiram nomes como Eduardo Costa, Paula Fernandes, Gusttavo Lima e a dupla Victor & Leo. Porém, Goiás não deixou de revelar nomes no cenário nacional, surgiram os já citados Jorge & Mateus e João Neto e Frederico sem falar de artistas vinculados ao sertanejo mais massificado da década anterior, como Bruno & Marrone, Edson & Hudson, Guilherme & Santiago e outros.

Matheus & Kauan - Vou Ter Que Superar ft. Marilia                Mendonça






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