Conhecido como um forte gênero musical que surgiu na Bahia
na década de 1980, o axé está diretamente ligado ao carnaval de Salvador e a
alegria dessa que é uma das mais populares manifestações festivas do Brasil. O
termo “axé” também tem significado religioso, no candomblé e na umbanda ele
designa energia positiva.
Com o impulso da mídia, o axé music rapidamente se espalhou
por todo o país (com a realização de carnavais fora de época, as chamadas
micaretas), e fortaleceu-se como potencial mercadológico, produzindo sucessos
durante todo o ano, tendo, como alguns dos maiores nomes, Luiz Caldas, Daniela
Mercury, Márcia Freire, Ivete Sangalo, Alinne Rosa, Claudia Leitte, Margareth
Menezes, Asa de Águia, Chiclete com Banana, entre outros.
Os pioneiros do gênero foram os músicos da renomada banda
Acordes Verdes, que acompanhava Luiz Caldas e eram músicos de estúdio da W.R,
em Salvador. O principal arranjador do estúdio, na altura, era o compositor
Alfredo Moura.
O movimento surge entre músicos jovens da classe média
carioca, que se reuniam com o intuito de experimentar e inovar nas composições.
Em 1958, o lançamento do compacto de João Gilberto, um dos
maiores representantes da bossa nova, consolida o estilo musical.
Um dos criadores do movimento da Bossa Nova, Antônio Carlos
Brasileiro de Almeida Jobim, conhecido por Tom Jobim, nasceu no Rio de Janeiro
em 25 de janeiro de 1927. Faleceu em Nova Iorque, no dia 8 de dezembro de 1994.
Dedicado à música, Tom Jobim foi compositor, pianista,
maestro, cantor e violonista.
Algumas de suas composições mais emblemáticas, são: Garota
de Ipanema, Eu sei que vou te amar, Águas de março, Pela luz dos olhos teus,
Samba do Avião, dentre outras.
Foi na década de 80 que o país passou a ter maior contato
com o funk mais parecido com o que ouvimos até hoje. Com o surgimento dos
primeiros bailes, organizados por produtoras como a Furacão 2000, o gênero não
demorou a se tornar popular. Esse reconhecimento se tornou ainda mais evidente
ao passo que sua vertente carioca foi tomando formas particulares, com letras
já em português e após influências de um novo ritmo estadunidense, o Miami
Bass, com batidas mais agitadas. Nos anos 80, ele falava muito sobre a
realidade das comunidades, o que mostrava uma relação bem forte com a periferia
desde seu início.
MPB(musica popular brasileira):
A Música Popular Brasileira apareceu no cenário musical brasileiro logo após a explosão da Bossa Nova. Ela era vista pelos artistas como uma nova alternativa para a música brasileira, com um conceito de “música nacional”, mas seguindo alguns estilos tradicionais desse cenário.
Apesar do nome
amplo, a Música Popular Brasileira não diz respeito a qualquer estilo musical
presente no Brasil. Ela se refere a um estilo musical, sendo, portanto,
diferente do rock, do pop, do reggae, por exemplo.
O Rap chegou ao Brasil no final dos anos 1980, com grupos de periferia que se reuniam na Galeria 24 de maio e na estação São Bento do metrô de São Paulo onde "JR Blaw", padrinho do grupo "Rota de Colisão" que nasce em 1990, uns dos primeiros a defender o Hip Hop na Praça São Bento, lugar onde o movimento punk começava a surgir. Nesta época, as pessoas não aceitavam o rap, pois consideravam este estilo musical como sendo algo violento e tipicamente de periferia.
Artistas consolidados e respeitados como Racionais MC's, MV Bill, GOG seguem nesta época sua carreira artística. Por outra parte, o carioca Marcelo D2, com sua fusão samba-rap, conseguiu relevância internacional, atuando em vários países da Europa, nos Estados Unidos e sendo entrevistado pelo jornal espanhol El País.
O samba originou-se dos antigos batuques trazidos pelos
africanos que vieram como escravos para o Brasil. Esses batuques estavam
geralmente associados a elementos religiosos que instituíam entre os negros uma
espécie de comunicação ritual através da música e da dança, da percussão e dos
movimentos do corpo. Os ritmos do batuque aos poucos foram incorporando
elementos de outros tipos de música, sobretudo no cenário do Rio de Janeiro do
século XIX.
Primeira era
Foi em 1929 que surgiu a primeira música sertaneja como se
conhece hoje. Ela nasceu a partir de gravações feitas pelo jornalista e
escritor Cornélio Pires de "causos" e fragmentos de cantos
tradicionais rurais do interior paulista, sul e triângulo mineiros, sudeste
goiano e mato grossense.
Segunda era
Uma nova fase na história da música sertaneja teve início
após a Segunda Guerra Mundial, com a incorporação de novos estilos como polca
europeia, os instrumentos (como o acordeão e a harpa). A temática vai
tornando-se gradualmente mais amorosa, conservando, todavia, um caráter
autobiográfico.
Terceira era
A introdução da guitarra elétrica e o chamado "ritmo
jovem", pela dupla Léo Canhoto e Robertinho, no final da década de 1960,
marcam o início da fase moderna da música sertaneja, Leo Canhoto se inspirava
em artistas internacionais como Elvis Presley, logo o gênero sofria influência
da country music norte-americana. Com o visual dos cowboys de filmes de
faroeste, o então cantor da Jovem Guarda, Sérgio Reis passou a gravar na década
de 1970 repertório tradicional sertanejo, de forma a contribuir para a
penetração mais ampla ao gênero.
Quarta e atual era
Atenta, a indústria fonográfica lançou na década de 2000 um
movimento similar, chamado por alguns de sertanejo universitário, com nomes
como Bruno & Marrone, Bruno & Barretto, César Menotti & Fabiano,
Cristiano Araújo, Edson & Hudson, Eduardo Costa, Felipe Araújo, Fernando
& Sorocaba, Fred & Gustavo, Guilherme & Santiago, Gusttavo Lima,
Henrique & Diego, Henrique & Juliano, Israel Novaes, Jads & Jadson,
João Bosco & Vinícius, João Neto & Frederico, Jorge & Mateus,
Loubet, Luan Santana, Lucas Lucco, Maiara & Maraisa, Marcos & Belutti,
Maria Cecília & Rodolfo, Marília Mendonça, Matheus e Kauan, Michel Teló,
Munhoz & Mariano, Paula Fernandes, Naiara Azevedo, Simone & Simaria,
Thaeme & Thiago, Thiago Brava, Victor & Leo, Zé Felipe, Zé Neto &
Cristiano e outros. Como esse movimento não para e ganha cada vez mais adeptos,
o mercado que antes tinha como foco de surgimento de duplas e artistas
sertanejos no estado de Goiás, hoje tem eleito novos ídolos do estado de Mato
Grosso do Sul como a revelação escolar Luan Santana e a dupla Maria Cecília
& Rodolfo; e também no interior de São Paulo como Zé Neto & Cristiano
nascidos em São José do Rio Preto. No estado de Minas Gerais surgiram nomes
como Eduardo Costa, Paula Fernandes, Gusttavo Lima e a dupla Victor & Leo.
Porém, Goiás não deixou de revelar nomes no cenário nacional, surgiram os já
citados Jorge & Mateus e João Neto e Frederico sem falar de artistas
vinculados ao sertanejo mais massificado da década anterior, como Bruno &
Marrone, Edson & Hudson, Guilherme & Santiago e outros.